terça-feira, 6 de setembro de 2011
AC/DC: baterista abrirá restaurante na Nova Zelândia
AC/DC: "Hells Bells" em jogo 1000 de Rogério Ceni do SPFC
Van Halen: procurando gravadora com disco embaixo do braço
Dando sequência a minha última atualização quando foi mencionado que EDDIE VAN HALEN não estava feliz com os vocais de DAVID LEE ROTH, eu posso dizer agora que fossem lá quais questões que houvessem, elas foram resolvidas e o disco está finalmente pronto… mixado e completo.
O que me dizem é que ainda há esperança de que o disco saia antes do Natal, mas isso com certeza é incerto.
Houve conversa de um contrato de exclusividade com o WalMart, o que está se dissipando – o que me dizem é que a preferência é por uma gravadora para um contrato mundial.
Isso são notícias boas. A mesma fonte que forneceu esses dados sobre o disco também disse que planos para que a banda excursione pela Europa são menos definitivos. Há uma oferta para que a banda estrele o DOWNLOAD FESTIVAL no Reino Unido no ano que vem, mas outras datas na Europa ainda estão sendo vislumbradas antes que eles possam se comprometer com o Download. E me dizem para não esperar uma turnê completa pela Europa. A prioridade, ao que parece, são shows nos EUA.”
domingo, 4 de setembro de 2011
Scorpions: Maciwoda fala sobre o CD do Stirwater
Pawel Maciwoda, atual baixista do Scorpions, concedeu ao ScorpionsBrazil.net uma entrevista exclusiva na última quinta-feira. O músico falou sobre o lançamento do primeiro CD da sua banda STIRWATER, além de falar um pouco de Scorpions e sua vontade de voltar ao Brasil.
POR PATRÍCIA CAMARA E ROBERTA FORSTER
ScorpionsBrazil: Ok Paweł, você pode começar contando como surgiu a idéia para o Stirwater e como tudo começou?
Paweł Mąciwoda: Bom, tudo começou na cidade de Nova York, na década de 90, quando conheci Efrem Wilder no Green Point, Brooklyn. E um amigo meu, guitarrista, me falou sobre o Efrem. Ele disse “Cara eu conheci esse cantor/guitarrista”. Então fomos até o Brooklyn, num apartamento, e ele cantou um pouco para mim e no mesmo instante eu me viciei. A voz e o jeito que ele toca, as letras... Nós tocamos juntos algumas vezes durante o tempo que morei em Nova York e também fizemos algumas gravações. Então eu deixei os Estados Unidos para voltar para a Polônia e entrei no Scorpions. Aí tivemos um longo intervalo e cerca de dois anos atrás eu liguei para ele (Efrem Wilder) e disse “Vem pra Polônia!” e começamos a trabalhar num CD que deverá ser lançado em Setembro. E tivemos esse longo intervalo enquanto eu trabalhava com o Scorpions, então escrevemos algumas músicas, usamos algumas idéias antigas e o cd está basicamente pronto, só estamos esperando pela capa ficar pronta. Mal posso esperar!
SB: Você pode nos contar um pouco sobre os caras que tocam na banda?
PM: Sim. A banda foi criada muito rápido, não tivemos muito tempo de fazer testes com outros músicos. Eu procurei por músicos locais, pela cidade onde moro e achei Bartosz Szwed, que também é um baixista, pois eu também toco violão no Stirwater, então eu procurei por alguém que pudesse tocar baixo e violão também. Nós começamos a ensaiar e fizemos alguns shows com o Bartosz. Temos um ótimo percussionista, Thomas Sanchez. Ele tem descendência mexicana e tem uma boa personalidade. No disco tivemos músicos convidados, todos daqui, do sul da Polônia, com exceão do Efrem e do Sanchez.
SB: Como você definiria o som do Stirwater?
PM: Eu acho que é apenas rock com alguns elementos de folk, um pouco de country às vezes. Por agora estamos trabalhando com violões. Pode ser um pouco estranho, mas eu sinto que a música fica mais natural pois quando conheci Efrem ele tocava violão, então é como uma continuação deste ciclo. Já temos arranjos para guitarras elétricas e pode ser o próximo passo. Eu adoro o som do violão.
SB: Com certeza. E as gravações que vocês fizeram até agora são lindas. Agora nos conte quais são as influências para o Stirwater.
PM: Bom, da minha parte eu sempre amei o bom rock, como Bob Dylan, Johnny Cash, Led Zeppelin... os clássicos, classic rock. Lynyrd Skynyrd, The Allman Brothers Band... Estas são as minhas influências. Quando você falar com o Efrem ele vai te dizer uma variedade de músicas. Eu também adoro Jazz e um pouco de funk e reggae. Basicamente estamos misturando estilos diferentes e pode ser um pouco de tudo. Mas eu acho que com a voz do Efrem e seu violão e toda a energia é simplesmente rock americano. O que você acha?
SB: Você mencionou Lynyrd Skynyrd e The Allman Brothers Band e eu admiro muito essas bandas. Eles tem um som mais cru e simples mas com sentimento e quando você escuta é ótimo, não é como se fosse música simples, tem um grande sentimento ali.
PM: E ouvi algumas pessoas nos comparando a bandas de grunge, pois eu acho que a voz do Efrem soa um pouco parecida com a do Eddie Vedder. Na época que estávamos em Nova York, o grunge era muito popular, foram os músicos da nossa geração que criaram o estilo. Então nos sentimos próximo ao estilo, mas não somos uma banda grunge. O Efrem é um cara sensível e escreve sobre assuntos sensíveis, sabe.
SB: Eu vi algumas fotos e vídeos dos shows que vocês fizeram na Polônia e acho que a energia que havia ali lembra um pouco algumas bandas de grunge. O Stone Temple Pilots fez um acústico na MTV que tinha mais ou menos a mesma energia. Talvez por isso as pessoas façam essa relação.
PM: Exatamente. Não tocamos em lugares grandes por agora, estamos tocando em clubes pequenos e eu acho que a energia dos violões com os lugares menores funciona bem. Quando formos mais populares também faremos mais barulho em palcos maiores, sem problemas. (risos)
SB: Vocês irão lançar o CD do Stirwater em Setembro, certo?
PM: Se tudo sair de acordo com os planos, devemos ter o CD pronto antes do 11 de Setembro. Esse ano fará 10 anos do desastre do World Trade Center.
PM: Se tudo sair de acordo com os planos, devemos ter o CD pronto antes do 11 de Setembro. Esse ano fará 10 anos do desastre do World Trade Center.
SB: E vocês tem uma música sobre isso.
PM: A música 7000 Angels fala sobre isso. O Efrem estava próximo ao World Trade Center naquela época e foi um grande impacto para ele, e essa música descreve aquele momento. Acho que seria legal lançar o disco até lá. É um aniversário terrível, mas você sabe, no mundo de hoje o terrorismo continua, veja o aconteceu na Noruega.
SB: O CD será lançado nos Estados Unidos também, por causa do 11 de Setembro?
PM: Nós adoraríamos lançar o CD nos Estados Unidos, mas agora essa será a primeira edição e assim que houver mais interesse do resto do mundo... Porque agora temos um grande ponto de interrogação, se as pessoas vão gostar da música ou não. Se houver interesse dos Estados Unidos, Brasil ou qualquer outro lugar, nós vamos lançar esse disco internacionalmente.
SB: Mas ainda não existem planos concretos para isso.
PM: Espero que algo apareça, mas estamos lançando o CD de forma independente. Será possível comprá-lo pela internet.
SB: E como foi o processo de gravação do CD?
PM: A maioria das faixas foram gravadas ao vivo de um show que vivemos em um clube aqui, e algumas foram gravadas em estúdio. Então é uma mistura de gravações ao vivo e em estúdio. No CD haverá doze músicas.
SB: E qual é o nome do CD?
PM: Estamos em dúvida entre “Live in Krakow” ou “Living in Krakow”... algo assim... Pois foi todo feito na Cracóvia, onde eu moro.
SB: Como foi o processo de criação? Quem escreveu as letras, quem fez as melodias?
PM: Basicamente foi junto ao Efrem. Eu escrevi algumas letras também, a gente coopera um com o outro. Escrevemos a maioria das letras juntos.
SB: Então ambos fazem as letras e compõem as melodias.
PM: Bom, se o Efrem tem uma idéia, e ele já termina a música, a gente faz os arranjos e muda algumas coisas.. Às vezes eu escrevo uma música toda sozinho e então mudamos algumas coisas. Fazemos tudo juntos mas o Efrem tem escrito a maioria das letras pois o Inglês é a sua primeira língua e ele é muito bom nisso (risos).
SB: Vamos falar sobre a música “Water Water”. Ela já está tocando numa rádio polonesa, certo?
PM: Sim, ela está numa lista de votação de uma rádio. Obrigado a todos os fãs ao redor do mundo que estão votando. Em quatro semanas a música foi da 45º posição para a 20º. O que é muito bom e, por favor, continuem votando, é muito importante. Essa música pode estar pelo menos no top 5 (risos).
SB: Eu vejo muitos fãs se unindo para votar nesta música e fazer com que ela chegue pelo menos no top 10 nesta semana!
PM: Eu sei, é mágico! Todas as bandas famosas funcionam assim, com a votação dos fãs.
PM: Eu sei, é mágico! Todas as bandas famosas funcionam assim, com a votação dos fãs.
SB: E como essa gravação que estamos fazendo será publicada, queremos avisar que os fãs que quiserem ajudar, nós temos os links para a votação e as instruções também. Basta nos pedir que mandaremos os links.
PM: Fantástico!
SB: Claro, podemos pedir ao fãs que continuem votando.
PM: Um dos meus maiores sonhos já se tornou real com o Scorpions há mais de 7 anos. O meu próximo sonho é ir ao Brasil com a minha banda e tocar para vocês aí! Mal posso esperar!
SB: Nós também mal podemos esperar! (risos)
PM: Eu gostaria que os Scorpions tocassem para sempre, mas estamos na nossa última turnê. Quem sabe o que acontecerá no futuro? Acho que posso continuar trabalhando simultaneamente com o Stirwater, isso não deve ser um problema. É tudo música e está aí, se conseguirmos ser tocados bastante nas rádios e fazer alguns vídeos no futuro também, isso deve ser o suficiente, sabe. Com o apoio dos fãs tenho certeza de que poderemos ir longe.
SB: Nos conte um pouco sobre a cena musical na Polônia. O rock e o hard rock tem seu espaço aí?
PM: Absolutamente. A Polônia é um bom mercado para o rock. Tivemos algumas bandas vindo do Oeste, ou dos Estados Unidos e agora todos os anos temos um festival chamado Woodstock, com cerca de 300.000 pessoas. A música na Polônia é bem melhor agora também porque temos mais artistas internacionais tocando por aqui como, por exemplo, Brian Adams. Temos tido shows muito bons por aqui. Sobre a música polonesa, bom, não é um país muito grande, mas existem artistas novos graças a independência da internet. Aqui melhorou nos últimos anos, mas é meio limitado.
SB: Essa próxima pergunta é sobre um cover de Scorpions que vocês fizeram. Vocês gravaram Yellow Raven.
PM: Sim, e já está disponível. O Efrem sempre adorou o Scorpions, e nós temos duas músicas do Scorpionsque estarão no disco, In Your Park e Yellow Raven como faixa bônus. Nós amamos essas músicas e acho que fizemos um bom trabalho com elas.
SB: Eu escutei Yellow Raven e é simplesmente linda. Ouvi algumas pessoas comentando que é até mais bonita que a original.
PM: A original é linda, mas é diferente. A voz do Efrem é diferente da voz do Klaus, o Klaus tem uma voz mais alta, eles tem registros diferentes com relação à emoção e à musica. Acho que é uma versão tão forte quanto a do Klaus, é apenas diferente. Essa é a beleza de músicas assim, elas podem ser apresentadas com arranjos levemente diferentes e o poder da música estará sempre no topo.
SB: Vocês planejam fazer mais covers? De outras bandas?
PM: No futuro tenho certeza de que faremos mais. Talvez algo do Johnny Cash, Bob Dylan. Tenho certeza que faremos algo, adoramos fazer covers. Mas temos tantas músicas próprias, temos o suficiente para dois ou três discos. Mal posso esperar para continuar! (risos) Precisamos de tempo.
SB: Você comentou que vocês estão trabalhando com uma agência para agendar shows. Vocês tem planos para uma turnê?
PM: Estamos em processo de contatos de propostas. Ainda não temos um empresário, mas teremos um logo e teremos que trabalhar com agências internacionais. E como eu disse, mal posso esperar para voltar ao Brasil e seria muito legal com o Stirwater. Eu amo o Brasil. Tenho certeza de que poderíamos trabalhar com músicos brasileiros. Uma vez que escutarem nossa música, acho que poderíamos trabalhar com músicos brasileiros, de percussão, guitarristas. Eu sempre vou deixar essa porta aberta para músicos convidados no Stirwater pois é uma bela experiência poder trabalhar com pessoas de diferentes partes do mundo e a música é basicamente um idioma internacional. E às vezes você não precisa falar, você apenas toca e essa é a magia.
SB: Não existe fronteiras.
PM: E eu admiro muito a música brasileira. Existem tantos músicos brasileiros que são ótimos, musicalmente, ritmicamente... Quem sabe a gente pode até ficar um pouco mais no Brasil e fazer um disco aí.
SB: Isso seria maravilhoso!
PM: Quem sabe... Eu não me importaria. Por exemplo, ficar no Rio de Janeiro e fazer um disco lá com a cooperação de alguns músicos brasileiros e talentosos... Por que não?
SB: Eu lembro que você tocou com músicos brasileiros há uns anos e foi fantástico. A combinação do rock com a percussão e aquele ritmo de capoeira, foi uma ótima fusão!
PM: Absolutamente. Como eu disse, a música é um idioma internacional. A música brasileira tem tanta intensidade com o ritmo e a melodia. Poderia ser uma combinação muito bonita. Tenho uma sensação muito boa sobre isso. Vamos ir ao Brasil um dia, ficaremos um tempo aí e faremos um cd!
SB: Maravilhoso. Eu estarei lá para testemunhar isso!
PM: Ótimo.
SB: Bom, alguns fãs ainda tem essa dúvida sobre o que o Stirwater realmente é. Você diria que é um projeto paralelo ao Scorpions ou uma banda na qual você planeja continuar a sua carreira?
PM: Definitivamente uma continuação. E por agora não é nem um bebê ainda, porque não lançamos nosso CD ainda, mas uma vez que tivermos, será como um bebê recém nascido, e aí você tem que dar conta, fazê-lo crescer. É um longo processo e temos que trabalhar, dar uma chance e esperar os efeitos. Mas nenhuma banda famosa ficou famosa em cerca de um ano. Pode demorar dois anos, cinco anos ou o quanto for necessário, não é um processo fácil.
SB: Esta última pergunta eu faço em nome de todos os fãs brasileiros. Todos precisam saber a resposta. Você não precisa ser específico, mas quem sabe pode nos dar alguma esperança. Você volta logo ao Brasil? (risos)
PM: Bom, pelo que sei, iremos (n.d.e: os Scorpions) fazer uma turnê nos Estados Unidos. Então uma vez que estivermos na América do Norte, deve ficar mais fácil dar um pulo na América do Sul. E eu espero que sim! Claro que existe a chance de voltarmos ao Brasil. Os fãs não se importariam, certo?
SB: De jeito algum! (risos)
PM: (risos)
SB: Eles estão enlouquecidos, precisam saber!
PM: Bom, ainda não há nenhuma informação oficial, mas ei, se você tiver esperanças, terá resultados. Ter esperança é bom e eu também tenho (risos).
SB: Estamos todos ansiosos para o Scorpions voltar aqui. E se você puder vir com o Stirwater será maravilhoso. Com certeza você terá o apoio dos fãs brasileiros.
PM: Muito obrigado.
SB: Obrigado a você por esta entrevista, por ter nos cedido esse tempo.
PM: Obrigado pelo apoio. Continuem tocando a nossa música. Tenho certeza de que vamos nos ver no Brasil no próximo ano. Tenho certeza de que vamos passar por aí (risos).
Pawel Maciwoda, atual baixista do Scorpions, concedeu ao ScorpionsBrazil.net uma entrevista exclusiva na última quinta-feira. O músico falou sobre o lançamento do primeiro CD da sua banda STIRWATER, além de falar um pouco de Scorpions e sua vontade de voltar ao Brasil.
POR PATRÍCIA CAMARA E ROBERTA FORSTER
ScorpionsBrazil: Ok Paweł, você pode começar contando como surgiu a idéia para o Stirwater e como tudo começou?
Paweł Mąciwoda: Bom, tudo começou na cidade de Nova York, na década de 90, quando conheci Efrem Wilder no Green Point, Brooklyn. E um amigo meu, guitarrista, me falou sobre o Efrem. Ele disse “Cara eu conheci esse cantor/guitarrista”. Então fomos até o Brooklyn, num apartamento, e ele cantou um pouco para mim e no mesmo instante eu me viciei. A voz e o jeito que ele toca, as letras... Nós tocamos juntos algumas vezes durante o tempo que morei em Nova York e também fizemos algumas gravações. Então eu deixei os Estados Unidos para voltar para a Polônia e entrei no Scorpions. Aí tivemos um longo intervalo e cerca de dois anos atrás eu liguei para ele (Efrem Wilder) e disse “Vem pra Polônia!” e começamos a trabalhar num CD que deverá ser lançado em Setembro. E tivemos esse longo intervalo enquanto eu trabalhava com o Scorpions, então escrevemos algumas músicas, usamos algumas idéias antigas e o cd está basicamente pronto, só estamos esperando pela capa ficar pronta. Mal posso esperar!
SB: Você pode nos contar um pouco sobre os caras que tocam na banda?
PM: Sim. A banda foi criada muito rápido, não tivemos muito tempo de fazer testes com outros músicos. Eu procurei por músicos locais, pela cidade onde moro e achei Bartosz Szwed, que também é um baixista, pois eu também toco violão no Stirwater, então eu procurei por alguém que pudesse tocar baixo e violão também. Nós começamos a ensaiar e fizemos alguns shows com o Bartosz. Temos um ótimo percussionista, Thomas Sanchez. Ele tem descendência mexicana e tem uma boa personalidade. No disco tivemos músicos convidados, todos daqui, do sul da Polônia, com exceão do Efrem e do Sanchez.
SB: Como você definiria o som do Stirwater?
PM: Eu acho que é apenas rock com alguns elementos de folk, um pouco de country às vezes. Por agora estamos trabalhando com violões. Pode ser um pouco estranho, mas eu sinto que a música fica mais natural pois quando conheci Efrem ele tocava violão, então é como uma continuação deste ciclo. Já temos arranjos para guitarras elétricas e pode ser o próximo passo. Eu adoro o som do violão.
SB: Com certeza. E as gravações que vocês fizeram até agora são lindas. Agora nos conte quais são as influências para o Stirwater.
PM: Bom, da minha parte eu sempre amei o bom rock, como Bob Dylan, Johnny Cash, Led Zeppelin... os clássicos, classic rock. Lynyrd Skynyrd, The Allman Brothers Band... Estas são as minhas influências. Quando você falar com o Efrem ele vai te dizer uma variedade de músicas. Eu também adoro Jazz e um pouco de funk e reggae. Basicamente estamos misturando estilos diferentes e pode ser um pouco de tudo. Mas eu acho que com a voz do Efrem e seu violão e toda a energia é simplesmente rock americano. O que você acha?
SB: Você mencionou Lynyrd Skynyrd e The Allman Brothers Band e eu admiro muito essas bandas. Eles tem um som mais cru e simples mas com sentimento e quando você escuta é ótimo, não é como se fosse música simples, tem um grande sentimento ali.
PM: E ouvi algumas pessoas nos comparando a bandas de grunge, pois eu acho que a voz do Efrem soa um pouco parecida com a do Eddie Vedder. Na época que estávamos em Nova York, o grunge era muito popular, foram os músicos da nossa geração que criaram o estilo. Então nos sentimos próximo ao estilo, mas não somos uma banda grunge. O Efrem é um cara sensível e escreve sobre assuntos sensíveis, sabe.
SB: Eu vi algumas fotos e vídeos dos shows que vocês fizeram na Polônia e acho que a energia que havia ali lembra um pouco algumas bandas de grunge. O Stone Temple Pilots fez um acústico na MTV que tinha mais ou menos a mesma energia. Talvez por isso as pessoas façam essa relação.
PM: Exatamente. Não tocamos em lugares grandes por agora, estamos tocando em clubes pequenos e eu acho que a energia dos violões com os lugares menores funciona bem. Quando formos mais populares também faremos mais barulho em palcos maiores, sem problemas. (risos)
SB: Vocês irão lançar o CD do Stirwater em Setembro, certo?
PM: Se tudo sair de acordo com os planos, devemos ter o CD pronto antes do 11 de Setembro. Esse ano fará 10 anos do desastre do World Trade Center.
PM: Se tudo sair de acordo com os planos, devemos ter o CD pronto antes do 11 de Setembro. Esse ano fará 10 anos do desastre do World Trade Center.
SB: E vocês tem uma música sobre isso.
PM: A música 7000 Angels fala sobre isso. O Efrem estava próximo ao World Trade Center naquela época e foi um grande impacto para ele, e essa música descreve aquele momento. Acho que seria legal lançar o disco até lá. É um aniversário terrível, mas você sabe, no mundo de hoje o terrorismo continua, veja o aconteceu na Noruega.
SB: O CD será lançado nos Estados Unidos também, por causa do 11 de Setembro?
PM: Nós adoraríamos lançar o CD nos Estados Unidos, mas agora essa será a primeira edição e assim que houver mais interesse do resto do mundo... Porque agora temos um grande ponto de interrogação, se as pessoas vão gostar da música ou não. Se houver interesse dos Estados Unidos, Brasil ou qualquer outro lugar, nós vamos lançar esse disco internacionalmente.
SB: Mas ainda não existem planos concretos para isso.
PM: Espero que algo apareça, mas estamos lançando o CD de forma independente. Será possível comprá-lo pela internet.
SB: E como foi o processo de gravação do CD?
PM: A maioria das faixas foram gravadas ao vivo de um show que vivemos em um clube aqui, e algumas foram gravadas em estúdio. Então é uma mistura de gravações ao vivo e em estúdio. No CD haverá doze músicas.
SB: E qual é o nome do CD?
PM: Estamos em dúvida entre “Live in Krakow” ou “Living in Krakow”... algo assim... Pois foi todo feito na Cracóvia, onde eu moro.
SB: Como foi o processo de criação? Quem escreveu as letras, quem fez as melodias?
PM: Basicamente foi junto ao Efrem. Eu escrevi algumas letras também, a gente coopera um com o outro. Escrevemos a maioria das letras juntos.
SB: Então ambos fazem as letras e compõem as melodias.
PM: Bom, se o Efrem tem uma idéia, e ele já termina a música, a gente faz os arranjos e muda algumas coisas.. Às vezes eu escrevo uma música toda sozinho e então mudamos algumas coisas. Fazemos tudo juntos mas o Efrem tem escrito a maioria das letras pois o Inglês é a sua primeira língua e ele é muito bom nisso (risos).
SB: Vamos falar sobre a música “Water Water”. Ela já está tocando numa rádio polonesa, certo?
PM: Sim, ela está numa lista de votação de uma rádio. Obrigado a todos os fãs ao redor do mundo que estão votando. Em quatro semanas a música foi da 45º posição para a 20º. O que é muito bom e, por favor, continuem votando, é muito importante. Essa música pode estar pelo menos no top 5 (risos).
SB: Eu vejo muitos fãs se unindo para votar nesta música e fazer com que ela chegue pelo menos no top 10 nesta semana!
PM: Eu sei, é mágico! Todas as bandas famosas funcionam assim, com a votação dos fãs.
PM: Eu sei, é mágico! Todas as bandas famosas funcionam assim, com a votação dos fãs.
SB: E como essa gravação que estamos fazendo será publicada, queremos avisar que os fãs que quiserem ajudar, nós temos os links para a votação e as instruções também. Basta nos pedir que mandaremos os links.
PM: Fantástico!
SB: Claro, podemos pedir ao fãs que continuem votando.
PM: Um dos meus maiores sonhos já se tornou real com o Scorpions há mais de 7 anos. O meu próximo sonho é ir ao Brasil com a minha banda e tocar para vocês aí! Mal posso esperar!
SB: Nós também mal podemos esperar! (risos)
PM: Eu gostaria que os Scorpions tocassem para sempre, mas estamos na nossa última turnê. Quem sabe o que acontecerá no futuro? Acho que posso continuar trabalhando simultaneamente com o Stirwater, isso não deve ser um problema. É tudo música e está aí, se conseguirmos ser tocados bastante nas rádios e fazer alguns vídeos no futuro também, isso deve ser o suficiente, sabe. Com o apoio dos fãs tenho certeza de que poderemos ir longe.
SB: Nos conte um pouco sobre a cena musical na Polônia. O rock e o hard rock tem seu espaço aí?
PM: Absolutamente. A Polônia é um bom mercado para o rock. Tivemos algumas bandas vindo do Oeste, ou dos Estados Unidos e agora todos os anos temos um festival chamado Woodstock, com cerca de 300.000 pessoas. A música na Polônia é bem melhor agora também porque temos mais artistas internacionais tocando por aqui como, por exemplo, Brian Adams. Temos tido shows muito bons por aqui. Sobre a música polonesa, bom, não é um país muito grande, mas existem artistas novos graças a independência da internet. Aqui melhorou nos últimos anos, mas é meio limitado.
SB: Essa próxima pergunta é sobre um cover de Scorpions que vocês fizeram. Vocês gravaram Yellow Raven.
PM: Sim, e já está disponível. O Efrem sempre adorou o Scorpions, e nós temos duas músicas do Scorpionsque estarão no disco, In Your Park e Yellow Raven como faixa bônus. Nós amamos essas músicas e acho que fizemos um bom trabalho com elas.
SB: Eu escutei Yellow Raven e é simplesmente linda. Ouvi algumas pessoas comentando que é até mais bonita que a original.
PM: A original é linda, mas é diferente. A voz do Efrem é diferente da voz do Klaus, o Klaus tem uma voz mais alta, eles tem registros diferentes com relação à emoção e à musica. Acho que é uma versão tão forte quanto a do Klaus, é apenas diferente. Essa é a beleza de músicas assim, elas podem ser apresentadas com arranjos levemente diferentes e o poder da música estará sempre no topo.
SB: Vocês planejam fazer mais covers? De outras bandas?
PM: No futuro tenho certeza de que faremos mais. Talvez algo do Johnny Cash, Bob Dylan. Tenho certeza que faremos algo, adoramos fazer covers. Mas temos tantas músicas próprias, temos o suficiente para dois ou três discos. Mal posso esperar para continuar! (risos) Precisamos de tempo.
SB: Você comentou que vocês estão trabalhando com uma agência para agendar shows. Vocês tem planos para uma turnê?
PM: Estamos em processo de contatos de propostas. Ainda não temos um empresário, mas teremos um logo e teremos que trabalhar com agências internacionais. E como eu disse, mal posso esperar para voltar ao Brasil e seria muito legal com o Stirwater. Eu amo o Brasil. Tenho certeza de que poderíamos trabalhar com músicos brasileiros. Uma vez que escutarem nossa música, acho que poderíamos trabalhar com músicos brasileiros, de percussão, guitarristas. Eu sempre vou deixar essa porta aberta para músicos convidados no Stirwater pois é uma bela experiência poder trabalhar com pessoas de diferentes partes do mundo e a música é basicamente um idioma internacional. E às vezes você não precisa falar, você apenas toca e essa é a magia.
SB: Não existe fronteiras.
PM: E eu admiro muito a música brasileira. Existem tantos músicos brasileiros que são ótimos, musicalmente, ritmicamente... Quem sabe a gente pode até ficar um pouco mais no Brasil e fazer um disco aí.
SB: Isso seria maravilhoso!
PM: Quem sabe... Eu não me importaria. Por exemplo, ficar no Rio de Janeiro e fazer um disco lá com a cooperação de alguns músicos brasileiros e talentosos... Por que não?
SB: Eu lembro que você tocou com músicos brasileiros há uns anos e foi fantástico. A combinação do rock com a percussão e aquele ritmo de capoeira, foi uma ótima fusão!
PM: Absolutamente. Como eu disse, a música é um idioma internacional. A música brasileira tem tanta intensidade com o ritmo e a melodia. Poderia ser uma combinação muito bonita. Tenho uma sensação muito boa sobre isso. Vamos ir ao Brasil um dia, ficaremos um tempo aí e faremos um cd!
SB: Maravilhoso. Eu estarei lá para testemunhar isso!
PM: Ótimo.
SB: Bom, alguns fãs ainda tem essa dúvida sobre o que o Stirwater realmente é. Você diria que é um projeto paralelo ao Scorpions ou uma banda na qual você planeja continuar a sua carreira?
PM: Definitivamente uma continuação. E por agora não é nem um bebê ainda, porque não lançamos nosso CD ainda, mas uma vez que tivermos, será como um bebê recém nascido, e aí você tem que dar conta, fazê-lo crescer. É um longo processo e temos que trabalhar, dar uma chance e esperar os efeitos. Mas nenhuma banda famosa ficou famosa em cerca de um ano. Pode demorar dois anos, cinco anos ou o quanto for necessário, não é um processo fácil.
SB: Esta última pergunta eu faço em nome de todos os fãs brasileiros. Todos precisam saber a resposta. Você não precisa ser específico, mas quem sabe pode nos dar alguma esperança. Você volta logo ao Brasil? (risos)
PM: Bom, pelo que sei, iremos (n.d.e: os Scorpions) fazer uma turnê nos Estados Unidos. Então uma vez que estivermos na América do Norte, deve ficar mais fácil dar um pulo na América do Sul. E eu espero que sim! Claro que existe a chance de voltarmos ao Brasil. Os fãs não se importariam, certo?
SB: De jeito algum! (risos)
PM: (risos)
SB: Eles estão enlouquecidos, precisam saber!
PM: Bom, ainda não há nenhuma informação oficial, mas ei, se você tiver esperanças, terá resultados. Ter esperança é bom e eu também tenho (risos).
SB: Estamos todos ansiosos para o Scorpions voltar aqui. E se você puder vir com o Stirwater será maravilhoso. Com certeza você terá o apoio dos fãs brasileiros.
PM: Muito obrigado.
SB: Obrigado a você por esta entrevista, por ter nos cedido esse tempo.
PM: Obrigado pelo apoio. Continuem tocando a nossa música. Tenho certeza de que vamos nos ver no Brasil no próximo ano. Tenho certeza de que vamos passar por aí (risos).
Bon Jovi: "Slippery When Wet", 25 anos na história do rock
Bon Jovi encontrava o pote de ouro com o lançamento de seu álbum de maior sucesso: Slippery When Wet. O álbum que sucedia o fracasso comercial de 7800° Fahrenheit, considerado pela critica especializada um dos piores trabalhos da banda e renegado até pelo próprio Jon.

Com as composições prontas, a banda fez as malas e se mandou para Vancouver no Canadá, onde o produtor Bruce Fairbarn (30.12.1949 + 17.05.1999) havia montado o Little Mountain Studio. Curiosamente Bob Rock (que produziu o álbum Keep The Faith, 1992), foi o engenheiro de som e responsável pela mixagem de Slippery. Nas sessões de estúdio, Jon Bon Jovi estava relutante em colocar Livin’ On A Prayer no álbum, pois ele achava que ela não tinha potencial para hit. Richie Sambora terminou convencendo-o do contrário. Ironicamente, a canção se tornou o maior hit da banda, reconhecido no mundo todo.Aproveite! Pegue o seu CD (vale MP3) e coloque pra tocar no último volume. Eu nem falei de canções como Let It Rock, Raise Your Hands e Wild In The Streets. Depois de 25 anos, um álbum merecer uma resenha critica positiva é porque ele foi e é relevante para a história do rock. E não foi à toa que foi incluído entre os 1001 álbuns que você precisa ouvir antes de morrer. Depois de escutá-lo, você só faltará 1000. Prova de que os trabalhos de Jon Bon Jovi, Richie Sambora, Alec John Such (fora da banda desde 1994), David Bryan e Tico Torres não passaram em vão
Há 25 ano
O Bon Jovi havia saído de dois lançamentos sem grande impacto comercial. O primeiro álbum homônimo (1984) e o 7800° Fahrenheit (1985). As dívidas contraídas por Jon não permitiam que banda ganhasse dinheiro. Seguindo o conselho de Gene Simons e Paul Stanley (KISS), Jon e Richie aceitaram a ajuda do hitmaker Desmond Child para as composições. As primeiras canções a saírem foram Livin’ On A Paryer, Wanted Dead Or Alive e You Give Love A Bad Name ainda na casa da mãe de Richie Sambora, onde eles trocavam o dia pela noite. Isso quando não rolavam os shows. Até o Jon brinca sobre a composição de Wanted dead Or Alive no especial An Evening With Bon Jovi, de 1993.
Dessa fase saiu também a canção Edge Of A Broken Heart que não entrou na versão final do álbum. Com quase tudo pronto, a banda lançou o primeiro single em 23 de julho de 1986. You Give Love A Bad Name caiu como uma bomba nas paradas americanas, subindo rapidamente para o primeiro lugar das paradas Hot 100 da Billboard. A essa altura, a banda estava abrindo a turnê do Kiss. Com o sucesso, a banda já podia vender sua própria turnê como banda principal.
Em 18 de agosto do mesmo ano era lançado o álbum. Ficando nas paradas de sucesso entre 1986 e 1987, catapultando 4 singles entre os 10 primeiros. Com isso, deu ao Bon Jovi o título de primeira banda de hard rock a emplacar dois singles consecutivos em primeiro lugar nas paradas. A banda torna-se queridinha da MTV. Vídeos em alta rotação no canal aumentam ainda mais o sucesso da banda e firma Jon Bon Jovi como um dos sex symbol do rock.
O segundo single lançado foi Livin’ On A Prayer, que rapidamente atinge o topo das paradas. Ela tinha um diferencial para as bandas da época. Era hard rock, só que mais acessível. Poderia ser tocada tanto nos rádios quanto na MTV e como diria o Dee Snider (Twisted Sister) “por que fazer cara de mau? Somos o Bon Jovi e estamos ganhando muito dinheiro!”
Com 28 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo, 12 milhões só nos Estados Unidos, o Bon Jovi se transformou o maior fenômeno comercial do hard rock farofa (termo pejorativo para classificar o som da banda). Gravadoras buscavam o novo Bon Jovi e o estilo se firmava como um dos principais daquela década. Dominando as paradas de sucesso e a MTV até o surgimento do grunge em 1990.
O terceiro single foi Wanted Dead Or Alive, que seria o título do álbum, mas ficou só como título da canção. Um rock para cowboys, mostrando perfeita sincronia vocal entre Jon e Sambora. Atingiu o número 7 das paradas e se tornou clássico absoluto nos shows e na carreira da banda.
O quarto e último single foi Never Say Goodbye, composição de Sambora e Jon que demonstrava todo o potencial da dupla para escrever canções de amor. Nesse caso, sobre a namorada de Jon da época de escola que virou sua esposa.
A capa proposta inicialmente onde mostrava a blusa de uma mulher devidamente molhada e com os seios aparecendo na transparência, foi descartada por Jon porque ele não gostou da borda rosa e além disso, a banda enfrentaria problemas para vender o álbum na rede de lojas Wal Mart. A versão final ficou com o vidro molhado e o nome do álbum escrito.
25 anos depois estamos aqui seduzidos pela magia que esse álbum causou. Muitos odeiam o Bon Jovi até hoje, principalmente por causa dessa fase onde a banda estampava quase todas as capas de revistas especializadas, mas 28 milhões e o título de álbum de hard rock mais vendido da história não podem ser desconsiderados.
Catapultou a banda ao mega estrelato, transformou Bruce Fairbarn no midas do rock, produzindo posteriormente trabalhos para o Aerosmith, Poison, Scorpions, Van Halen, Kiss, INXS, Yes, AC/DC, The Cranberries, firmou o estilo como algo extremamente comercial e deu ao Bon Jovi uma longevidade que poucas bandas podem gozar. Além de tudo isso, o sucesso de Never Say Goodbye fez com que gravadoras apostassem em baladas como fórmula de sucesso. Inúmeras bandas seguiram essa linha como o Europe,Poison, Aerosmith, Whitesnake... a lista é bem grande.
Quantas bandas dessa fase e no estilo você consegue enumerar ainda na ativa?
s o
Ozzy Osbourne: novo livro já tem data de lançamento
Assinar:
Postagens (Atom)